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Visita à cooperativa com certificação do Comércio Justo encerra missão técnica na Argentina

Agricultura Familiar

O sistema promove uma relação comercial entre produtores e consumidores baseada no diálogo, na transparência e no respeito, atendendo a valores éticos que compreendem aspectos sociais, ambientais e econômicos
publicado: 06/08/2019 16h41 última modificação: 06/08/2019 16h41

Uma comitiva brasileira liderada pelo secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke, encerrou viagem à Argentina, na última sexta-feira (2), conhecendo de perto o sistema de certificação do Comércio Justo, implementado desde 2006 na cooperativa vitivinícola La Riojana. O sistema promove uma relação comercial entre produtores e consumidores baseada no diálogo, na transparência e no respeito, atendendo a valores éticos que compreendem aspectos sociais, ambientais e econômicos.  

Entre os princípios do Comércio Justo estão a criação de oportunidades para os produtores economicamente desfavorecidos; condições de trabalho dignas; transparência e responsabilidade nas relações comerciais; construção de capacidades para o desenvolvimento de produtores independentes; pagamento de um preço justo no contexto nacional e local; equidade de gênero; respeito ao meio ambiente; e outros.

Durante visita à cooperativa La Riojana, Schwanke observou que as linhas do Comércio Justo são compatíveis com o espírito cooperativista. “O sistema cooperativo é ideal para a implementação desta certificação, pois é solidário e justo na distribuição dos ganhos da cadeia produtiva. Estimular e fomentar esta certificação no Brasil é um caminho importante a ser seguido, pois é uma forma de comércio que busca maior equidade nas relações econômicas entre o produtor e o consumidor”.

O diretor executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Hélio Marchioro, afirmou que este tipo de visita cria possibilidades de negócios, conhecimentos em novas tecnologias e a construção de alianças. “Através de ações como estas, são geradas oportunidades que fazem com que as cooperativas vitivinícolas do Brasil possam abrir mercados em conjunto com as cooperativas argentinas. Para nós foi uma grande satisfação estar na La Riojana, uma cooperativa que tem a marca da certificação orgânica, biodinâmica e, principalmente, do Comercio Justo, no mercado internacional”.

O superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, que também acompanhou o grupo, destacou o processo de produção biodinâmica da cooperativa, que não utiliza adubos químicos, venenos herbicidas, sementes transgênicas, antibióticos ou hormônios. “Esta foi uma troca de experiências bastante enriquecedora. Acompanhamos o desenvolvimento da tecnologia com o cooperativismo vitivinícola da Argentina e, em especial, o desenvolvimento do vinho biodinâmico. Parabéns a todos que fazem esse trabalho”.

Missão

Resultado de parceria entre o Ministério da Agricultura e o sistema de Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a missão técnica iniciou no dia 30 de julho.

Além do secretário Fernando Schwanke, do diretor-executivo da Fecovinho, Hélio Marchioro, e do superintendente a OCB, Renato Nobile, integraram a comitiva o diretor de Cooperativismo e Acesso a Mercados da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Márcio Madalena, o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Orcar Ló, e representantes das cooperativas brasileiras Aurora, Nova Aliança e Garibaldi.

O grupo foi recebido pelo secretário de Agricultura Familiar, Coordenação e Desenvolvimento Territorial da Argentina, Santiago Hardie, e pelo presidente do Instituto Nacional de Associativismo e Economia Social (Inaes), Marcelo Colombo.

Durante os encontros, foi debatida a necessidade de construir um plano de trabalho para as cooperativas, no âmbito do acordo Mercosul-União Europeia, que permita ao setor elaborar as diretrizes que tratam dos desafios e oportunidades do acesso a um mercado de mais de 500 milhões de pessoas para os pequenos produtores do Mercosul.

“Conhecemos o que existe de referência em cooperativismo na Argentina. Visitamos a Federação de Cooperativas Vitivinícolas Argentinas, Fecovita, e a La Riojana com a questão do comércio justo, que são nichos de mercados importantes. Dentro do acordo Mercosul - União Europeia temos que potencializar as nossas forças e essa é uma excelente oportunidade”, ressaltou Oscar Ló.

A missão técnica atendeu convite feito pelo Inaes e pela Confederação Nacional Intercooperativa (Coninagro), e aconteceu no âmbito da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM), que está sob a presidência pró-tempore do Brasil. 

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