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Quem viaja ao exterior com aves de estimação pode internalizar doenças que afetam o plantel brasileiro

Vigilância sanitária

Por isso, há exigências de quarentena e realização de testes no retorno ao país
publicado: 29/06/2018 17h13 última modificação: 02/07/2018 14h08
papagaio (foto), periquito, canário e calopsita estão entre os pets que devem ter quarentena na volta ao país

papagaio (foto), periquito, canário e calopsita estão entre os pets que devem ter quarentena na volta ao país

Viajantes que vão ao exterior com seus animais de estimação correm o risco de trazer doenças capazes de contaminar o plantel brasileiro. O alerta é da Coordenação de Trânsito e Quarentena Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), atenta à movimentação mais intensa do trânsito de pets em julho, no período de férias.

O risco não ocorre com cães e gatos, mas com papagaios, periquitos, canários e calopsitas. São doenças como a influenza aviária ou Newcastle que podem afetar esses animais, explica a médica veterinária Fernanda Ferreira e Castro. E que podem, segundo ela, trazer riscos para a produção avícola nacional. “É um risco sanitário real o retorno desses animais para o território brasileiro”.

Fernanda Castro explica ser mais fácil, em alguns casos, o procedimento de levar o animal de estimação para o exterior e que, difícil é a volta, quando o pet deve passar obrigatoriamente por quarentena. “Um animal de companhia, especificamente uma ave pode ficar quarentenada na residência do proprietário, no caso em que não há caráter comercial envolvido".

No entanto, é preciso avaliação prévia. No momento em que o tutor do animal procurar a Superintendência Federal de Agricultura do estado para onde retorna é necessário designar um médico veterinário responsável pela quarentena.

O tutor, observa, deverá estar ciente do isolamento do animal nesse período. No momento da entrada no Brasil, os fiscais do sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) colhem amostra para fazer testes laboratoriais. O animal somente é liberado, após sair resultado negativo dos testes.

Fernanda Castro diz que, se não for possível a quarentena no domicílio do tutor, outra residência pode ser indicada. Mesmo assim, a adequação do local também será avaliada pela fiscalização do Ministério da Agricultura.

“É muito importante que seja bem pensada a necessidade de levar o animal de estimação, cuidar dos procedimentos com bastante antecedência, para depois trazê-lo. Os trâmites são complicados, mas necessários,” informa.

Caso o local indicado para quarentena não for aprovado pelos fiscais do Vigiagro, a única alternativa será o isolamento na Estação de Cananéia, em São Paulo, quarentenário oficial do Ministério da Agricultura. “Mais uma vez”, explica Fernanda Castro, ”alertamos para que a programação da viagem seja feita com bastante antecedência. Não é fácil conseguir vaga em Cananéia.”

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