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Projeto Rural Sustentável já capacitou mais de 25 mil produtores rurais na Amazônia e Mata Atlântica

Sustentabilidade

Próxima fase do projeto começa este ano, e vai priorizar os biomas do Cerrado e Caatinga
publicado: 06/05/2019 17h56 última modificação: 06/05/2019 17h56

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apresentou nesta segunda-feira (6) os resultados da primeira fase do Projeto Rural Sustentável, que teve como objetivo melhorar a gestão da terra e das florestas por pequenos e médios agricultores nos biomas Amazônia e Mata Atlântica.

Desenvolvida entre 2013 e 2019, a primeira fase do projeto promoveu o treinamento de quase 3 mil agentes de assistência técnica, a capacitação de cerca de 25 mil produtores rurais, a realização de mais de 1 mil Dias de Campo, além do apoio direto para mais de 46 mil hectares de implementação de tecnologias de agricultura de baixa emissão de carbono e conservação florestal.

O Rural Sustentável é uma parceria entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o governo britânico, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tendo como implementador o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), com o apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Banco do Brasil.

O ministro interino Marcos Montes (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) agradeceu a parceria com as entidades e disse que o projeto é uma forma importante de assegurar a dignidade dos pequenos agricultores e evitar o êxodo rural. “Além do aprendizado da sustentabilidade, as famílias hoje podem ter uma cultura para passar para os seus filhos, e quem sabe dessa forma podemos manter essas famílias com dignidade no campo”, ressaltou.

O secretário de Inovação Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Fernando Camargo, lembrou que projetos como o Rural Sustentável demonstram que a agricultura pode trabalhar de mãos dadas com o meio ambiente. “Aumentar a produtividade sem agredir o meio ambiente, esse tem sido nosso desafio, e essa é a nossa esperança e a nossa crença. O Brasil pode ser o grande produtor de alimentos nos próximos 10 anos sem desmatamentos”

Ele também lembrou que a segunda fase, que envolve o Cerrado e a Caatinga, vão atingir a Região Nordeste, que está na agenda prioritária do governo federal. “Caatinga é Nordeste brasileiro, é semi-árido, está na agenda da ministra Tereza Cristina, do ministro Marcos Montes e do presidente Bolsonaro”, disse.

Investimentos

O embaixador do Reino Unido, Vijay Rangarajan, disse que ficou impressionado com os resultados do Projeto e garantiu que o governo britânico vai continuar a tratar o Brasil como um país prioritário. “Temos no Reino Unido um mercado enorme para a produção brasileira e somos parceiros para melhorar vida dos pequenos produtores mundialmente”.

O vice-presidente de Países do BID, Alexandre Meira Rosa, disse que o projeto é resultado de parcerias. “Hoje estamos celebrando um projeto que superou em muito todas as metas estabelecidas. Mas mais que isso, deixou um enorme aprendizado para todos nós, de como apoiar a agricultura de baixo carbono, aprendendo que não basta só o financiamento, precisa também de assistência técnica”, disse Rosa.

Ele também informou que o BID assumiu o compromisso de investir 30%de tudo que empresta no continente na mitigação das mudanças climáticas. “E sabemos que no Brasil isso está estreitamente ligado à agricultura”, completou.

Modelo

Os produtores de cacau orgânico Rosalina e Darcírio Vronski, de Medicilândia (PA) apresentaram sua experiência com o Projeto Rural Sustentável. Eles contam que, com o auxílio do projeto, conseguiram transformar a propriedade em modelo de preservação e recuperação ambiental.

“A gente tem um trabalho fantástico na região. Eu peguei uma área nos anos 80 que era só cana-de-açúcar, e hoje é propriedade modelo de recuperação de água. O projeto teve um papel fundamental de reativar toda a fauna e flora do local”, disse Darcírio.

Prêmio

Também foi realizada hoje a entrega do Prêmio Rural Sustentável: Sustentabilidade para o Desenvolvimento Rural, iniciativa que reconheceu as boas práticas de inovação e produção sustentáveis no âmbito do Projeto.

A Comissão Julgadora do prêmio foi composta por membros do Mapa, do BID, da Embrapa, além de representantes de universidades e entidades ligadas ao setor.

Foram premiados produtores, agentes de assistência técnica e instituições de assistência técnica e extensão rural em diversas categorias, como Inovação e Experimentação, Geração de Renda e Trabalho, Conservação, Inclusão de Gênero, Vinculação e Continuação de Políticas Públicas e Incentivo às Práticas Cooperativistas.

Confira os ganhadores do prêmio. 

Nova fase

Também foi lançada hoje a segunda fase do projeto, prevista para começar este ano. Essa fase estará voltada para os biomas Cerrado e Caatinga, com foco em ações de agricultura de baixa emissão de carbono. Serão beneficiados nove estados e a principal tecnologia implantada será a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF).

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