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Produção brasileira de cacau deve crescer 50% em cinco anos

Setor cacaueiro

Estimativa foi feita pelo ministro Blairo Maggi em evento internacional do setor que acontece em São Paulo
publicado: 24/10/2018 12h25 última modificação: 25/10/2018 17h49
Ministro discursa durante evento internacional dos países produtores de cacau, em São Paulo

Ministro discursa durante evento internacional dos países produtores de cacau, em São Paulo

Em discurso no Partnership Meeting 2018, o encontro anual da World Cocoa Foundation (WCF), a Fundação Mundial do Cacau, em São Paulo, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), estimou aumento da produção brasileira de cacau em 50% nos próximos 5 anos, atingindo 300 mil toneladas anuais, e aumento de 100% na produção de amêndoas em dez anos.

O ministro, que destacou a sustentabilidade da produção agropecuária do país, disse que esse aumento está previsto no Plano de Expansão Sustentável da Produção. E lembrou que na Amazônia, de onde o fruto é originário, tem revelado crescimento médio de 10 mil hectares por ano de sistemas agroflorestais com o produto, incluindo a recuperação de áreas degradadas. Como árvore nativa desse bioma, foi inserida na Linha ABC do Plano Safra 2018/2019 para o crédito agrícola.

O evento internacional acontece pela primeira vez no Brasil e visa ações voltadas às parcerias público-privadas do setor. Entre as metas do setor produtivo, de acordo com a Ceplac, vinculada ao Mapa, é retormar a posição do Brasil de maior produtor mundial de cacau, que tinha a década de 1980, quando produzia 400 mil toneladas anuais.

Blairo Maggi adiantou que estão em andamento “tratativas finais visando reconhecimento internacional para exportar 20% do cacau brasileiro com selo de qualidade diferenciada. Queremos vender para o mundo o cacau “fino e de aroma”, para entrarmos no seleto clube dos 12 países que possuem essa distinção, o que vai nos possibilitar vender o produto especial pelo dobro do preço médio comercializado atualmente”.

Isso será possível, segundo o ministro, com o retorno do país como membro efetivo, com direito a voto, do International Cocas Organization (ICCO). “Às vezes, não é dada a devida importância a um fórum como esse ou outro. Mas é nesses fóruns que saem as linhas para o futuro, onde são estabelecidas as políticas. Por isso a importância de estar todo mundo junto”.

Maggi disse ainda que “temos um grande mercado a conquistar com a venda de produtos com maior valor agregado. O Brasil tem a tendência à especialização em produção de chocolates orgânicos, chocolate gourmet, entre outros nichos de mercado que queremos e podemos alcançar”.

O Brasil possui todos os elos da cadeia produtiva do cacau e do chocolate, desde a produção de amêndoas, passando pelo processamento, até chegar à produção do chocolate. “É uma vantagem competitiva rara que possuímos e temos que explorá-la”, afirmou.

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