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Pavilhão brasileiro em feira no Oriente Médio atrai negócios

Promoção internacional

A Sial em Abu Dhabi é visitada por empresários de toda a região
publicado: 18/12/2017 19h20 última modificação: 18/12/2017 19h20
Pavilhão brasileiro na feira de Sial

Pavilhão brasileiro na feira de Sial

A participação brasileira na feira Sial Oriente Médio, uma das maiores feiras do setor de alimentos e bebidas do mundo, na semana passada, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, rendeu expectativa de negócios de cerca de US$ 20 milhões para os próximos 12 meses.

Representantes de empresas vinculadas ao agronegócio, como indústrias, comerciais exportadoras, entidades setoriais e cooperativas participaram do Pavilhão Brasil - iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e com apoio da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB).

A feira recebeu mais de 16 mil visitantes e 900 expositores e teve cerca de 30 pavilhões nacionais. Encontros de negócios com as maiores redes atacadistas e varejistas, seminários, inovações e competições culinárias fizeram da feira oportunidade para a prospecção de novos negócios e a promoção de produtos na região.

De acordo com Ali Ahmad Saifi, diretor-executivo da Cdial Halal, empresa certificadora de produtos halal (cortes de carne que obedecem preceitos muçulmanos) , “eventos como a Sial Oriente Médio são importantes para promover nossos produtos junto a um público estratégico para consolidar e ampliar mercado”.

“O Brasil é o maior exportador de produto halal do mundo e, portanto, tem que estar presente em eventos desse tipo”, disse o diretor. Para Saifi, a Sial em Abu Dhabi tem apresentado avanço ao longo dos anos e possibilitado contato com várias empresas importadoras. Ele observou que o apoio do governo aos empresários brasileiros é fundamental. “Como o mercado do Oriente Médio é promissor e muito competitivo, precisamos continuar marcando presença, sempre atentos a demandas dos seus exigentes consumidores”.

Fadley Atef Abdul Fattah, da Shinoda Alimentos/Maxxiovos, acredita que “a Sial Oriente Médio tem se mostrado uma feira interessante, “tanto pelos contatos feitos por meio do estande brasileiro, quanto pelo fato da feira fazer um b2b (business to business) com empresas locais focadas no setor que atuamos”.

Fattah disse ter mantido contato com cerca de 25 empresas diretamente interessadas em produtos brasileiros. “Para nós, que trabalhamos com um produto básico, como ovos, ter contato com esse número de potenciais clientes focados no nosso produto é animador”. Segundo o empresário, “a importância de os exportadores brasileiros estarem presentes em feiras como essa é justamente criar relacionamento com profissionais tomadores de decisão - gerentes de compra, em sua maioria - que avaliam a amostra do produto e, muitas vezes, ali mesmo, iniciam o encaminhamento de pedidos”.

Para Juliano Meyer, diretor da SAPI Foods, o trabalho de promoção dos produtos brasileiros em feiras comerciais feito pelo Ministério da Agricultura é relevante, sobretudo para cooperativas de frango, como as que a empresa representa. “O apoio técnico que recebemos é imprescindível para atrair novos clientes. O público da Sial Oriente Médio com que temos mantido contato é diversificado, incluindo, além de compradores locais, os de países próximos, como Arábia Saudita, Bahrein, Omã e Catar. “Contar com um espaço atrativo e confortável para recebê-los é fundamental. Esperamos que o Mapa continue nos apoiando em feiras assim, porque a chancela do Ministério da Agricultura aumenta a credibilidade dos produtos e diminui eventuais restrições que porventura surjam”, conclui o empresário.


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