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Operação da PF em conjunto com o Mapa combate contrabando e fraudes em camarão e pescados

Investigação

Entre as adulterações estão a adição de substâncias químicas para incorporar líquidos aos filés de pescado , gelo em excesso e fraude por substituição de espécies
publicado: 11/05/2017 19h07 última modificação: 11/05/2017 19h07

A Operação Tripoli deflagrada nesta quinta-feira (11) pela Polícia Federal em conjunto com o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) do Ministério da Agricultura resultou em seis mandados prisão, sendo cinco preventivas e uma temporária. Também foram designados seis mandados de condução coercitiva e 21 de busca e apreensão nos municípios de Barra Velha, Piçarras, Penha e Itajaí. Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal de Joinville. Segundo a Polícia Federal, além das fraudes, há contrabando de camarões vindos de caminhão da Argentina.

A operação é consequência de investigação iniciada em 2015, quando foram apreendidos 400 quilogramas de camarão impróprios para o consumo com rotulagens falsificadas, em Santa Catarina. O Dipoa e a PF atuam em parceria, no estado, desde 2014 para coibir adulteração de pescados e de camarão.

Entre as fraudes e adulterações encontradas, estão a adição de substâncias químicas com o objetivo de incorporar líquidos aos filés de pescado , fraude pelo glaciamento não compensado (gelo em excesso) e fraude por substituição de espécies. No caso de líquidos, foram utilizados produtos à base de polifosfatos, com o objetivo de aumentar peso nos filés de peixe. O glaciamento é técnica adotada como proteção do pescado, porém é obrigatório que as empresas descontem o peso do gelo na pesagem para que o consumidor não seja lesado economicamente.

Quanto à fraude por substituição de espécies, consiste na mistura de espécies não correspondentes às que constam no rótulo do produto. A fiscalização tem conseguido reduzir expressivamente os índices dessa irregularidade. Em 2015, correspondiam a 23%, enquanto que na última operação do Mapa, realizada há dois meses, foram identificados apenas 3% de fraudes.

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