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Mudanças no zoneamento agrícola e no direcionamento do serviço meteorológico vão reforçar seguro rural

Dia Meteorológico Mundial

Em cenário de mudanças do clima, o governo precisa tomar decisões com base em informações científicas fidedignas, que impactam no desenho das políticas públicas, disse o secretário Eduardo Sampaio em evento no Inmet
publicado: 25/03/2019 15h10 última modificação: 25/03/2019 15h47
Eduardo Sampaio, entre o secretário ajunto de Inovação do Mapa, o diretor do Inmet e o presidente da Embrapa

Eduardo Sampaio, entre o secretário ajunto de Inovação do Mapa, o diretor do Inmet e o presidente da Embrapa

Mudanças em curso, como o aprimoramento do zoneamento agrícola e o direcionamento dos serviços de meteorologia para a atividade agrícola, fazem parte da reestruturação do seguro rural, que deverá ter seu valor aumentado no Plano Safra deste ano para atender a um maior número de produtores. “Estamos focando nossa energia na política agrícola, em modernizar o zoneamento e inserir novos modelos de produção. Hoje, as pessoas fazem rotação de culturas diferenciadas para tentar se adaptar ou ficar mais resilientes à mudança climática. E isso tem que ser incorporado ao zoneamento, porque impacta diretamente no seguro. E isso tudo bebe da fonte da meteorologia”, declarou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eduardo Sampaio.

O secretário participou nesta segunda-feira (25) no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de seminário, que marcou o Dia Meteorológico Mundial, ocorrido sábado (23). Sampaio destacou a importância de intensificar o uso de informações climáticas do Inmet para facilitar o trabalho dos agricultores e para a definição de políticas do setor.
“Há um consenso entre nós todos, no nível técnico e político, de que temos que reforçar o seguro rural e isso não pode ser feito sem reforçar a base que é o zoneamento agrícola de risco climático”, avaliou.

O zoneamento agrícola permite ao produtor rural identificar o melhor período de plantio de culturas nos diferentes tipos de solo para evitar riscos de perdas relacionadas a fenômenos climáticos adversos. “Em um cenário de mudanças do clima, o governo precisa tomar decisões com base em informações científicas fidedignas, que impactam no desenho das políticas públicas”, afirmou o secretário.

Equilíbrio entre produção e proteção

O secretário adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Pedro Correa Neto, que participou do evento no Inmet, lembrou da responsabilidade humana no monitoramento e adaptação às mudanças do clima. “O nosso combate é diário para que a produção brasileira seja reconhecida como sustentável, adotando as melhores práticas agropecuárias que contemplam o equilíbrio entre a produção e a proteção”.

O diretor do Inmet, Francisco Diniz, que representa a Organização Meteorológica Mundial (OMM) no Brasil, alertou para o aumento da frequência de situações climáticas extremas no mundo. “Se a gente pegar os últimos 30 anos, houve aumento de eventos extremos na Terra, saindo de algo de 300 por ano para 600 por ano. Um aumento muito significativo”.

Participaram do seminário representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), dos serviços de monitoramento climático da Aeronáutica, da Marinha, da Agência Nacional de Águas (Ana), além da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

O Dia Mundial da Meteorologia, celebrado em 23 de março, foi instituído pela OMM para destacar os serviços diários de previsão do tempo e monitoramento do clima. O tema deste ano é “O Sol, a Terra e o Tempo”, com o objetivo de ressaltar a fonte solar de energia para a vida na terra e sua influência no tempo, nas correntes oceânicas e no ciclo hidrológico.


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