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Missão técnica vai à Argentina conhecer Selo do Comércio Justo

Cooperativismo

Grupo vai conhecer vinícola que implantou o certificado, considerado uma ferramenta para facilitar o contato entre o produtor e o comprador
publicado: 30/07/2019 12h35 última modificação: 30/07/2019 14h47

Uma missão técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) embarcou para a Argentina, nesta terça-feira (30), para conhecer o selo de certificação do Comércio Justo e aprofundar os conhecimentos nas técnicas de produção orgânica e nos processos de produção e elaboração biodinâmica de vinhos nas províncias de Mendoza e La Rioja.

O grupo, coordenado pelo secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, irá visitar a La Riojana Cooperativa Vitinícola, que desde 2006 implementou o certificado Fair Trade, conhecido como Comércio Justo, modelo para o setor cooperativo latino-americano. La Riojana, instalada na província de La Rioja, é uma das dez principais empresas exportadoras de vinhos da Argentina, integrada por 350 pequenos e médios produtores.

A Federação Internacional de Comércio Alternativo (International Federation of Alternative Trade) define o Comércio Justo (Fair Trade, em inglês) como uma parceria comercial, baseada em diálogo, transparência e respeito, que busca maior equidade no comércio internacional, contribuindo para o desenvolvimento sustentável por meio de melhores condições de troca e garantia dos direitos para produtores e trabalhadores à margem do mercado, principalmente no Hemisfério Sul.

De acordo com o Sebrae, o Fair Trade é uma alternativa concreta e viável frente ao sistema tradicional de comércio e tem como objetivo principal estabelecer contato direto entre o produtor e o comprador, desburocratizando o comércio e poupando-os da dependência de atravessadores e das instabilidades do mercado global de commodities.

O grupo segue na Argentina até sexta-feira (2). A programação prevê ainda uma visita à Federação das Cooperativas Vitivinícolas Argentinas (Fecovita), uma organização de segundo grau, formada por 29 cooperativas associadas e por mais de 5 mil produtores e elaboradores vitivinícolas, e também à Confederação Intercooperativa Agropecuária da Argentina (Coniagro) para intercâmbio de experiências.

RECM

Realizada em parceria  com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e com o Instituto Nacional de Associativismo e Economia Social da Argentina (Inaes), as atividades ocorrerão no âmbito da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM), que está sob a presidência pró-tempore do Brasil.

Atual coordenador temporário da RECM, o secretário Fernando Schwanke destaca que o foco da participação do Brasil na reunião é a busca por mercados qualificados para as cooperativas do Mercosul e na preparação para atingi-los.

“Esta é uma determinação da ministra Tereza Cristina e o Mapa tem focado seus esforços neste sentido. A missão com as cooperativas brasileiras tem como principal objetivo alinhar ações técnicas com o país vizinho para a busca do equilíbrio de nossa competitividade frente aos mercados mundiais. Precisamos nos diferenciar e algumas certificações podem ser este diferencial, principalmente no mercado europeu", ressalta.

A delegação é formada pela equipe técnica do Mapa, representantes de cooperativas da Federação das Cooperativas de Vinho do Brasil (Fecovinho), acompanhados pelo diretor executivo, Hélio Marchioro, e uma equipe da OCB, comandada pelo superintendente da organização, Renato Nobile.

A agenda estabelecida pelo Brasil na RECM prevê  uma missão comercial das cooperativas do Mercosul a Israel, que deverá ocorrer entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro. O intuito é conhecer tecnologias utilizadas no país e participar da feira de alimentos Israfood.

Criada em 2001, no Grupo Mercado Comum do Mercosul, a RECM é um fórum de trabalho voltado para a integração dos movimentos cooperativistas dos países-membros do bloco e para a harmonização das legislações nacionais voltadas para o cooperativismo. São membros da RECM os organismos governamentais responsáveis pelo fomento e apoio ao cooperativismo, assim como as organizações nacionais representativas dos movimentos cooperativistas.

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