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Maggi fará gestão para reduzir custo de energia a produtores de arroz irrigado

Arrozeiros

Reivindicação do setor será levada a órgãos do governo para melhorar competitividade do produto brasileiro
publicado: 13/09/2017 17h27 última modificação: 14/09/2017 18h09
Competitividade é prejudicada pelo custo da energia usada na irrigação, alega setor

Competitividade é prejudicada pelo custo da energia usada na irrigação, alega setor

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) fará gestão no governo para atenuar o custo que a energia representa para produtores de arroz irrigado do Rio Grande do Sul. De acordo com o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do estado, Henrique Osório Dornelles, apesar de desfrutar de uma das maiores produtividades mundiais, o arroz irrigado brasileiro não é competitivo em função desse custo elevado e, por isso, depende muito da variação do preço do dólar.

No Paraguai, por exemplo, de onde vem cerca de metade da quantidade de arroz importado pelo Brasil, a tarifa é 57% inferior à brasileira, de acordo com a federação. A reivindicação dos produtores é ampliar em 2h30 o horário reservado à irrigação, período em que há desconto no preço da energia, e que beneficiaria toda a cultura irrigada do país, defendeu Dornelles. Nos últimos quatro anos, segundo ele, a tarifa dobrou de preço.

Outra solicitação é de retirada das bandeiras tarifárias nos horários de ponta e fora de ponta de consumo, já que a bandeira amarela aumenta diretamente a conta em 6%, a vermelha 1, em 9%, e a vermelha 2, 10,5%.

Integraram a comitiva no gabinete do ministro, representante do Instituto Riograndense do Arroz, José Carlos Pires, e da Federação das Cooperativas de Arroz do RS, Ariosto Pons, além do deputado Covatti Filho (PP/RS).

Eles também reivindicaram a de realização de leilões de PEP (Prêmio para o Escoamento) e Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural , quando os preços ficarem abaixo do mínimo, no mercado.

Leilões garantidos para arroz e trigo

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, anunciou, nesta quinta-feira (14), a liberação de R$ 100 milhões para apoiar a comercialização de arroz e trigo. Após encontro com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, e com o secretário de Política Econômica, Fábio Kanczuk, Geller disse que os mecanismos de sustentação de preço como o Pep e o Pepro só podem ser acionados quando o preço dos grãos ficarem abaixo do mínimo.

Atualmente, o preço mínimo do arroz está estipulado em R$ 34,97/saca de 50 quilos e o do trigo pão tipo 1 R$ 37,26/saca de 60 quilos.

Nos próximos dias, os ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento assinam portaria autorizando a realização dos leilões.

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