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Indicada pelo Mapa é eleita presidente da Organização Internacional da Vinha e do Vinho

Setor vinícola

A enóloga brasileira Regina Vanderline obteve ampla maioria dos votos de representantes de 46 países membros da entidade e assume o cargo por dois anos
publicado: 06/07/2018 11h32 última modificação: 06/07/2018 11h32
Regina Vanderline entre membros da delegação brasileira

Regina Vanderline entre membros da delegação brasileira

Candidata brasileira à presidência da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), Regina Vanderlinde, foi eleita nesta sexta-feira (06), em Paris, com 36 votos favoráveis, de um total de 46. A candidatura foi coordenada pela Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em conjunto com Ministério das Relações Exteriores e com o setor vitivinícola do país tendo em vista a importância da atividade para o país. 

O ministro Blairo Maggi nos últimos meses defendeu a candidatura em encontros com ministros da Agricultura dos demais países-membros da organização. Regina Vanderline foi eleita com mandato de dois anos, passando a ocupar, subsequentemente, a vice-presidência do organismo durante dois anos. A nova presidente da OIV é enóloga, professora na Universidade de Caxias do Sul, formada em Farmácia Bioquímica, Tecnologia de Alimentos, pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutora em Enologia pela Universidade de Bordeaux.

Vanderlinde atua como delegada do Brasil na OIV desde 2001, tendo participado de comissões e de grupos de trabalho, no Comitê Executivo e na Assembleia Geral da entidade. Em 2012, assumiu o posto de secretária científica da Subcomissão de Métodos de Análises da organização, sendo a primeira representante do Brasil a ocupar cargo na organização.

Entre as suas propostas para a OIV, está a construção de um modelo de comércio internacional baseado na legalidade e na transparência. Segundo a especialista, o objetivo é obter a adesão de novos membros para a entidade para que cresça mais. “Vou trabalhar para inspirar a confiança do consumidor, valorizar o vinho e aumentar o retorno econômico de quem vive da atividade”.

Entre seus objetivos, está ainda aumentar a participação e o trabalho junto ao Codex Alimentarius, com vistas ao desenvolvimento de novos padrões internacionais, a fim de melhorar as condições de desenvolvimento e comercialização de produtos vitivinícolas.

A entidade

A OIV, organização científica e técnica intergovernamental, fundada em 1924, atua em todos os domínios referentes à uva e ao vinho no mundo, tendo 46 países membros (entre os quais o Brasil, desde 1996) e 12 organismos internacionais como observadores.

De acordo com estatística da OIV, de outubro do ano passado, a Itália é a maior produtora de vinho do mundo com 39,3 milhões de hl (hectolitros), seguida da França (36,7 milhões de hl) e da Espanha (33,5 milhões hl). O Brasil ocupa a 14ª posição no ranking, com produção de 3,4 milhões hl.

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