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Embrapa e Forças Armadas tratam de parceria para construção de satélite

Carponis-1

Um dos objetivos é ampliar o monitoramento de áreas de agropecuária. Assunto foi tratado no Mapa, com o secretário-executivo Eumar Novacki, que preside o conselho da empresa de pesquisa
publicado: 28/06/2018 18h32 última modificação: 28/06/2018 18h32
Novacki tratou com representantes da Embrapa e das Forças Armadas sobre o satélite ótico

Novacki tratou com representantes da Embrapa e das Forças Armadas sobre o satélite ótico

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, recebeu nesta quinta-feira (28), na sede do ministério, o chefe geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda e o major-brigadeiro, Jefson Borges, Chefe da Área de Planejamentos Operacionais do Estado-Maior da Aeronáutica, que representou a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais da Força Aérea, acompanhado do tenente coronel Alessandro D’ Amato e o capitão-de-Fragata, Marcio Costa, quando trataram de possível parceria na construção de satélite ótico para atender necessidades militares e civis do país. O satélite deve servir para a Embrapa ampliar o monitoramento das áreas utilizadas pela agropecuária no país.

O projeto do chamado satélite Carponis-1 dará ao país o primeiro satélite de sensoriamento remoto de alta resolução espacial brasileiro. A expectativa é de que seja colocado em órbita em 2021. O satélite faz parte de uma das constelações do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) que integra o Programa Espacial Brasileiro e deve integrar as metas estratégicas para a inovação da Embrapa, segundo seu diretor científico Celso Moretti.


Novacki, que preside o Conselho de Administração da Embrapa, disse que o ministério tem interesse em projetos de inteligência territorial fundamentais para o desenvolvimento tecnológico e de monitoramento do setor agropecuário nacional. Miranda enfatizou que a Embrapa já desenvolve trabalhos conjuntos com as Forças Armadas e que a formalização de um acordo ou convênio de cooperação deixará um legado ao país. Ele destacou que a Embrapa Territorial tem a expertise para receber, tratar e usar essas imagens orbitais.

Segundo Borges, o interesse das Forças Armadas na parceria deve-se ao avançado estágio que a Embrapa se encontra na área de monitoramento por satélite. Ele destacou, também, que as Forças Armadas pretendem formar um banco de imagens orbitais de alta resolução para compartilhamento com todo o governo federal e têm interesse em tecnologias de catálogo e tratamento de dados desenvolvidas pela Embrapa Territorial.

 

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