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Embrapa desenvolve biofertilizantes à base de algas marinhas

Tecnologia

Produto já é utilizado no cultivo, mas dependia de importação
publicado: 14/05/2019 16h30 última modificação: 14/05/2019 16h57
O Bioinsumo é usado nas plantações de milho, além de outras culturas, como soja, banana

O Bioinsumo é usado nas plantações de milho, além de outras culturas, como soja, banana

Quando o trator vem aplicando o biofertilizante na lavoura, já se sabe que aumentará a sua produtividade em torno de 10% a 15%, afirma o diretor comercial da Dimiagro, Gregori Vieira. Em parceria com a empresa, a Embrapa Agroenergia (Brasília, DF), a Embrapii (Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial)e o Sebrae promovem o desenvolvimento de uma pesquisa iniciada no ano passado de biofertilizantes a partir de macroalgas da costa brasileira. Em vídeo produzido pela Embrapa, é possível ver na prática como funciona a aplicação do produto.

Vieira explica que a grande vantagem para o investimento nessa tecnologia é a redução de custos da importação do extrato de algas oriundas de países com baixas temperaturas, como o Canadá e do bloco europeu. De acordo com o diretor, o objetivo é  atuar na produção em larga escala de extrato de algas no país, reduzindo a dependência de importação. Uma das vantagens ainda é que pode ser desenvolvida em ambientes próprios próximos aos locais onde será aplicada, preservando a alga que nasce naturalmente na costa.

César Miranda, pesquisador da Embrapa Agroenergia, explica o funcionamento e como o produto age nas plantações. "O extrato de algas é muito empregado em culturas perenes e também anuais, em países da Europa e nos Estados Unidos".

“Estamos produzindo um extrato de alga totalmente brasileiro, por isso buscamos a Embrapa. E, com o apoio da Embrapii, isso é possível”, conta Gregori.

Outras tecnologias também podem ser geradas por meio de parcerias como essa. Nesse modelo, a empresa parceira aporta um terço do investimento, a Embrapa entra com seu quadro técnico e a sua estrutura, além de aportar valor equivalente, e o restante foi proveniente da Embrapii.

“São tecnologias personalizadas e que estão de acordo com o produto de interesse da empresa”, destaca Patrícia Abdelnur, pesquisadora da Embrapa Agroenergia e coordenadora dessa Unidade Embrapii.

Saiba como ser parceiro

Para conhecer mais sobre a tecnologia, assista ao vídeo:

  

Daniela Collares (MTb 114/01/RR)
Embrapa Agroenergia

Contatos para a imprensa
agroenergia.imprensa@embrapa.br
Telefone: (61)3448-1581

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/