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Defensivos agrícolas: ministra defende combate à desinformação para evitar prejuízos ao Brasil

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Tereza Cristina explicou que liberação de mais produtos não implica em aumento do uso
publicado: 05/07/2019 17h37 última modificação: 23/07/2019 13h48

Em encontro com lideranças jovens da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na tarde desta sexta-feira (5), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou que é preciso combater a desinformação sobre o uso de defensivos agrícolas no país. Para a ministra, existe um viés ideológico no compartilhamento de informações que “só traz prejuízos para o país”.

A ministra lembrou que os produtos brasileiros são seguros e continuam a ser exportados para outros países. “O Brasil exporta para 192 países no mundo. Se a gente tivesse os limites de resíduos acima do permitido, a gente estaria exportando nossos produtos? ”, questionou Tereza Cristina.

Ela também explicou que com, a regulamentação de mais produtos, o agricultor tem usado menos defensivos agrícolas: “A gente tem aí um acompanhamento que mostra que com a liberação de mais moléculas, o produtor vem usando menos, porque está usando produtos melhores. Ao invés de estar pulverizando uma ou duas vezes mais a sua lavoura com produtos que não têm mais efeito como deveriam ter”.

De 2016 para 2017, o número de registros de defensivos passou de 277 para 405, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No mesmo período, o valor total das vendas de ingredientes ativos no país caiu de 541.861,09 toneladas para 539.944,95 toneladas, de acordo com o Boletim Anual de Produção, Importação, Exportação e Vendas de Agrotóxicos no Brasil, elaborado pelo Ibama.

Mercosul

Ainda durante a conversa com os jovens, a ministra foi questionada sobre os benefícios do acordo entre Mercosul e União Europeia para o pequeno produtor rural. Tereza Cristina respondeu que a parceria vai trazer esforços de competitividade para o Brasil. “Nós temos que pensar não só em soja, milho, carne, mas pensar em nichos de mercado que a gente pode atingir lá fora”. Ela também afirmou que o governo fará um esforço para que esses agricultores tenham capacitação técnica para expandir seus produtos.

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