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Ceplac vai distribuir sementes de cacau no Espírito Santo em 2020

Cacau

Estado é um dos maiores produtores de cacau do país e quer ampliar produtividade na região, principalmente entre agricultores familiares
publicado: 14/10/2019 18h02 última modificação: 14/10/2019 18h02

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) vai distribuir sementes híbridas melhoradas de cacau para produtores do Espírito Santo a partir de 2020. A iniciativa partiu de solicitação feita pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Espírito Santo (SEAG). O estado é um dos principais produtores de cacau do Brasil e quer aumentar o plantio em mil hectares.

Os produtores interessados serão cadastrados nos próximos meses e receberão as sementes no ano que vem. Inicialmente, serão distribuídas 500 mil sementes para o estado. As sementes são produzidas pela unidade da Ceplac no Pará, que abriga o maior banco de germoplasma de cacau do mundo.

A Ceplac já distribui sementes melhoradas geneticamente para os estados do Amazonas e Pará, onde a produtividade alcança médias superiores às de países reconhecidos como grandes produtores de cacau. A partir da fecundação entre diferentes linhagens de cacaueiro, as sementes híbridas do Pará reúnem 22 combinações híbridas, que podem gerar frutos com cargas genéticas diversas.

Atualmente, os cacauicultores do Espírito Santo utilizam clones de cacaueiros da Bahia. As mudas clonais foram desenvolvidas pela Ceplac para tornar as plantas mais produtivas e resistentes à “vassoura-de-bruxa”, doença que devastou a lavoura cacaueira na Bahia na década de 90.

Segundo o coordenador de projetos da SEAG, Ederaldo Panceri, o pedido de sementes foi feito à Ceplac devido ao desenvolvimento das plantas híbridas de cacau no Pará. Além de maior produtividade e diversidade, os cacaueiros de origem seminal atraíram a atenção dos produtores no Espírito Santo por apresentarem maior facilidade de manejo das plantas e produção de propágalos (material de reprodução ou sementes),

“Entendemos que o uso desta tecnologia pode trazer grandes benefícios para nosso estado por estar de acordo com nossas políticas públicas de desenvolvimento e com as diversas entidades que compõem este arranjo produtivo”, disse Panceri na solicitação.

O coordenador informou que diversos municípios capixabas têm buscado a secretaria com o intuito de receberem sementes de cacau para a expansão dos plantios, principalmente os agricultores familiares. Ele ressaltou ainda a importância socioeconômica e ambiental da cacauicultura, principalmente na composição com outras plantas nas modalidades Cabruca e Sistemas Agroflorestais (SAFs).

O estado do Espírito Santo apresenta atualmente uma área plantada de cacau equivalente a 20 mil hectares. Cerca de 80% da produção capixaba está concentrada no município de Linhares, na Bacia do Rio Doce. Os outros 20% da produção cacaueira estão distribuídos em 40 municípios.

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