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Ceplac incentiva uso de cascas de cacau para produção de cogumelos

Cogumelos comestíveis

Objetivo é aproveitar mercado de cogumelos comestíveis e medicinais para gerar renda, principalmente a agricultores familiares nas regiões Norte e Nordeste
publicado: 04/10/2019 18h09 última modificação: 04/10/2019 18h09

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) abre novos cursos sobre a produção de cogumelos comestíveis na região produtora de cacau do sul da Bahia.  O objetivo é aproveitar o substrato das cascas de cacau, geralmente inutilizadas pelos produtores, para agregar valor à produção e gerar renda. O próximo treinamento ocorrerá nos dias 8 e 9 de outubro, na unidade da Ceplac, em Ilheus (BA).

O primeiro curso foi realizado em março do ano passado. Cerca de 60 produtores já foram treinados pelo Laboratório de Biocontrole do Centro de Pesquisa da Ceplac. O curso tem carga horária de 16 horas e oferece no conteúdo programático informações como os objetivos da produção de cogumelos comestíveis, os substratos utilizados, formas de preparo e inoculação, incubação, frutificação, colheita e armazenamento.

Segundo a Ceplac, Bahia e Pará, os dois estados que mais produzem cacau no Brasil, deixaram de faturar mais de U$1 milhão em 2018, quando não aproveitaram a casca de cacau para produzir cogumelos. Resíduos agroindustriais ou de gramíneas também podem ser utilizados para produzir cogumelos.

“É perfeitamente possível, viável e sustentável produzir cogumelos utilizando cascas de cacau. O mercado de cogumelos comestíveis e medicinais está totalmente aberto, pouco explorado nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, e as comunidades de agricultores familiares, pequenos e médios produtores de cacau tem interesse em diversificar a sua atividade, gerando dessa forma recursos para complementação de sua renda”, explica o pesquisador da Ceplac, Antônio Zózimo de Matos Costa.

Potencial de mercado

Existem pelo menos 20 espécies de cogumelos comestíveis cultivadas no Brasil. Uma das que apresentam maior potencial de crescimento é a Pleurotus ostreatus, conhecido como Shimeji. A espécie está entre as três mais produzidas no mundo, com possibilidade de ocupar o primeiro lugar, superando o Champignon (Agaricus bisporus).

O cogumelo Shimeji tem alto valor nutricional, elevado teor de proteína, carboidratos e vitaminas como cálcio e ferro. A espécie atrai o interesse da medicina natural e, por apresentar sabor agradável, também é muito utilizado na culinária, principalmente em receitas com carnes e frutos do mar. Além do valor alimentício, cogumelos podem ser explorados como aromatizantes, produtores de enzimas e até na confecção de bolsas e sapatos.

Este tipo de cogumelo também é utilizado em diversas matérias primas como palha, cascas, capins, bagaços, além de ser resistente a pragas e doenças.  O substrato ao final da produção do cogumelo pode ser usado ainda como adubo natural, diminuindo o custo do agricultor com adubação.

O potencial da atividade também tem estimulado parcerias da Ceplac com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Associação dos Moradores do Rio de Engenho e Adjacências (Amarea) e o Colégio Divina Infância de Itabuna.

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