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Blairo Maggi recebe relatório da Human Rights Watch

HRW

Ministro da Agricultura disse que está aberto ao diálogo, mas alertou que as responsabilidades devem ser cobradas de acordo com a competência de cada um
publicado: 21/08/2018 19h14 última modificação: 21/08/2018 19h14

Representantes da ONG Human Rights Watch (HRW) entregaram ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, uma cópia do relatório “Você não quer mais respirar veneno”, divulgado recentemente em todo o país e, a partir das conclusões do estudo, foram apresentadas recomendações ao Mapa. O ministro afirmou que está aberto ao diálogo, mas alertou que as responsabilidades devem ser distribuídas de acordo com as competências de cada um.

Blairo Maggi disse acreditar que o futuro estará no controle biológico das pragas e relatou que em suas fazendas isso já vem sendo feito em determinadas culturas. Mas lamentou que a agricultura ainda não possa prescindir do uso de agrotóxicos. “O Brasil é um país tropical com três safras por ano”, observou.

A representante do HRW, Maria Laura Canineu, agradeceu ao ministro pela conversa e disse que foi aberto um canal de diálogo com o Mapa. Já o ministro deixou claro que não está em rota de colisão com o relatório da ONG e que continuará conversando para tentar sanar problemas apresentados.

Entre as recomendações apresentadas pela HRW ao Mapa, está o disciplinamento formal da aplicação terrestre de agrotóxicos. Eles alegam que por não existir uma legislação nacional mais específica e rigorosa foram detectadas falhas na aplicação dos produtos. O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Eduardo Rangel, concordou que isso pode ser feito, mas ponderou que para que a legislação tenha maior efetividade é preciso consenso junto aos estados e municípios.

Rangel lembrou que já existe uma legislação que determina a distância mínima de 500 metros de área urbanas para aplicação, mas que é necessária parceria com estados e municípios para aumentar a fiscalização.

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