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Mais de 800 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo, estima FAO

Neste domingo, os membros da FAO elegeram o novo diretor-geral da entidade para mandato de quatro anos
publicado: 23/06/2019 10h42 última modificação: 23/06/2019 11h09
Vice-ministro da agricultura da China, Qu Dongyu

Vice-ministro da agricultura da China, Qu Dongyu

Os países-membros da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) elegeram neste domingo (23) o novo diretor-geral, que ficará à frente do órgão pelos próximos quatro anos. Qu Dongyu, vice-ministro da Agricultura da China desde 2015, foi eleito com 108 votos.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) está em Roma, na Itália, para participar votação. O governo brasileiro declarou apoio formal ao candidato chinês. O escolhido substituirá o brasileiro José Graziano, que encerra em julho seu segundo mandato.

Desafios do novo diretor-geral

Apesar dos avanços alcançados nas últimas duas décadas, 821 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo. A meta das Nações Unidas é erradicar a fome global até 2030. No entanto, a fome não é o único problema nutricional que o novo diretor-geral da FAO deverá enfrentar.

Atualmente, mais de 2 bilhões de adultos – com mais de 18 anos – estão acima do peso, sendo 670 milhões considerados obesos. De acordo com a FAO, estima-se que o número de pessoas obesas no planeta irá superar o de famintos em poucos anos. Ao mesmo tempo, 2 bilhões de pessoas sofrem de deficiências nutricionais.

Alguns dos motivos para explicar o crescimento da obesidade mundial são o consumo de alimentos ultra processados, que têm altos níveis de sódio, açúcar refinado, gorduras saturadas e aditivos químicos.

A FAO aponta como desafio a implantação de sistemas de produção que forneçam alimentos saudáveis e de qualidade.

Brasil na segurança alimentar

As projeções apontam que a população global deve ultrapassar 9 bilhões de pessoas em 2050. Para suprir a demanda global por alimentos, o Brasil é um dos países em condições de fornecer cada vez mais alimentos de qualidade para o mundo, como vem sendo destacado pela ministra Tereza Cristina.  

Até 2026 e 2027, a previsão é da produção agropecuária brasileira crescer 41% - a maior do mundo, aliada ao uso de apenas 30,2% do território nacional, tecnologia e técnicas sustentáveis.

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