VACINAS

publicado 06/01/2020 17h46, última modificação 07/01/2020 14h57

Cada empresa deve ter seu próprio cronograma de vacinação, podendo incluir vacinas para outras enfermidades além das citadas a seguir, desde que essas sejam permitidas e registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

 

Doença de Marek

De acordo com a Instrução Normativa MAPA nº 56/07, nos estabelecimentos incubatórios de reprodução, a vacinação é obrigatória contra a doença de Marek, antes da expedição das aves de um dia.

 

Doença de Newcastle (DNC)

De acordo com a Instrução Normativa MAPA nº 56/07, as aves reprodutoras e de postura comercial devem realizar vacinação sistemática contra a doença de Newcastle, à exceção das aves SPF (Specific Pathogen Free).

Além disso, estabelecimentos avícolas que enviam aves para locais com aglomerações de aves, como feiras, exposições, leilões, entre outros; e estabelecimentos avícolas que enviam aves e ovos férteis para estabelecimentos de venda de aves vivas são obrigados, de acordo com a Instrução Normativa SDA nº 10/13, a manter alojadas somente aves vacinadas para a doença de Newcastle.

Nos demais estabelecimentos avícolas o uso da vacina não tem caráter compulsório, podendo ser comercializada livremente.

 

Salmoneloses

De acordo com Instrução Normativa SDA nº 78/03, granjas de reprodução do tipo linhas puras, bisavós, avós e SPF não são autorizadas a utilizar vacinação de qualquer natureza contra salmonelas.

Já para matrizes, é permitido o uso de vacinas inativadas e vivas contra salmonelas paratíficas. O uso de vacinas vivas também é autorizado para aves de postura comercial ou de corte.

Os estabelecimentos avícolas de postura que porventura ainda não estejam adequados à Instrução Normativa MAPA nº 56/07, são obrigados a manter alojadas somente aves vacinadas, com vacinas vivas, para Salmonella Enteritidis, conforme Instrução Normativa SDA nº 10/13.

 

Micoplasmoses

De acordo com a Instrução Normativa SDA nº 44/01, não é permitido utilizar vacina de qualquer natureza contra a micoplasmose aviária em estabelecimentos de reprodução.

 

Laringotraqueíte (LTI)

De acordo com Memorando-Circular nº 72/2018/DSA/SDA/MAPA, encontra-se autorizada a utilização de vacina recombinante para LTI no plantel avícola nacional, podendo esta ser realizada a critério do programa sanitário de cada empresa ou produtor, desde que sejam utilizadas vacinas devidamente registradas e com indicação e uso para as espécies em questão.

Já em relação à utilização de vacinas vivas para LTI, informamos que esta é proibida no Brasil, podendo ser autorizado, excepcionalmente, somente o uso da vacina viva de cultivo celular (TCO) pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) dependendo da situação epidemiológica do caso em questão e do atendimento a requisitos e procedimentos para autorização e controle do uso destas vacinas, conforme estabelecido no Memorando-Circular nº 72/2018/DSA/SDA/MAPA.

 

Influenza aviária (IA)

Não é permitida a vacinação para influenza aviária, assim como para demais doenças exóticas em território nacional.